Charreteiro que atropelou e matou ciclista diz à polícia que estava 'conhecendo' a égua no momento do acidente
- 02/04/2025

Ele negou que estava participando de corrida quando atropelou e matou Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, que curtia o final de semana com o marido e um casal de amigos no litoral paulista. Cavalo e charrete foram apreendidos e homem foi preso na manhã de 29 de março Redes sociais e reprodução Rudney Gomes Rodrigues, o condutor da charrete preso após ter atropelado e matado a turista Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, que pedalava com uma amiga em Itanhaém, no litoral de São Paulo, prestou depoimento à polícia e disse que havia levado a égua para passear com o objetivo de conhecer o comportamento dela, já que participa de passeios e romarias. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Thalita foi atropelada em 23 de março e morreu dois dias depois no Hospital Irmã Dulce, onde esteve internada após sofrer um traumatismo cranioencefálico (TCE). O charreteiro, de 31 anos, foi preso em Praia Grande no último sábado (29). O caso é investigado como homicídio. Conforme apurado pelo g1, Rudney foi ouvido por Arilson Veras Brandão, delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade, na última segunda-feira (31). O investigado disse que comprou a égua há um mês e que fretou o transporte da charrete e do animal à praia para conhecê-la. Rudney disse que, no momento do acidente, estava com uma velocidade de 35 km/h a 40 km/h, sendo que a esposa dele acompanhava o passeio ao lado da charrete. Após a colisão, o condutor disse ter olhado para trás e visto uma pessoa caída e outra ciclista gritando. Ele disse à polícia que achou que havia atropelado uma criança. O homem alegou ter parado para amarrar a égua, enquanto a esposa prestou socorro à vítima. Rudney disse, ainda, que participa de romarias e cavalgadas e que já participou de corridas de charretes, mas que faz dois anos que não participa e negou que estivesse correndo. O que diz a defesa? O advogado Luciano Fernandes Ribeiro, que representa a defesa de Rudney, afirmou que a esposa do investigado prestou depoimento na segunda-feira (31) e confirmou que o ocorrido foi um acidente. Segundo ele, a mulher destacou que Rudney prestou socorro imediatamente e compareceu espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos. Ainda de acordo com a defesa, Rudney negou que estivesse participando de um evento de corrida de charretes e afirmou que não percebeu o momento do acidente. Ele também relatou que a faixa de areia estava deserta e que estava no local apenas para passear com o animal recém comprado. De acordo com a defesa, em nenhum momento Rudney disse que estava "testando", mas sim "conhecendo", passeando com a égua, que foi adquirida há um mês. Ribeiro disse, ainda, que a polícia não localizou a charrete e o animal, apenas os encontro no local indicado pelo investigado. "Quanto à prisão temporária de 5 dias, e se a autoridade policial representar pela prorrogação, iremos ingressar com o recurso cabível", finalizou Luciano. Bloqueio com pedras Bloqueio com pedras é instalado na faixa de areia de praia em Itanhaém, SP, após morte de ciclista atropelada Yasmin Braga/TV Tribuna A Prefeitura de Itanhaém (SP) ergueu um bloqueio com pedras na faixa de areia da Praia do Santa Cruz na sexta-feira (28) e visa impedir a passagem de veículos e charretes na parte arenosa. A administração municipal disse que vai estudar mudanças na legislação para endurecer as penalidades contra práticas irregulares nas praias da cidade. O Executivo de Itanhaém também anunciou uma reunião, marcada para terça-feira (1º), na Delegacia Seccional, com representantes da Prefeitura de Peruíbe e das polícias Militar e Civil para discutir a fiscalização ao longo da faixa de areia. Quem era Thalita Danielle Hoshino? Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, sonhava em morar na praia Arquivo pessoal Thalita Danielle Hoshino sonhava em morar na praia. Segundo Gabriela, Thalita era moradora de São Bernardo do Campo (SP), trabalhava na área de tecnologia e estava no litoral paulista, acompanhada de amigos, para um passeio. Gabriela e Thalita eram amigas há oito anos e estavam juntas no momento do acidente. A testemunha conseguiu desviar a bicicleta e contou ter alertado a vítima sobre os veículos. “A última palavra que eu falei foi para ela tomar cuidado [...]. E aí ela foi embora, aí acabou tudo”, lamentou. Momentos antes do acidente De acordo com Gabriela, os momentos que antecederam o acidente da amiga foram bons. “Ela estava sentindo uma paz imensa. Ela estava muito feliz, estava tirando fotos, filmando, do jeito que ela sempre gostou”, afirmou a fisioterapeuta. Ainda segundo Gabriela, Thalita demorou para decidir a roupa que usaria no passeio de bicicleta. “Ela nem ia colocar biquíni no dia, mas quando abriu um solzinho, ela falou: ‘eu vou pôr um biquíni’. Um biquíni roxo, porque ela adora cor roxa”, relembrou. Vídeo mostra ciclista atropelada por charrete momentos antes de acidente em praia Características De acordo com a fisioterapeuta, ela e Thalita tentavam se reunir pelo menos uma vez ao mês, pois eram muito próximas e se ajudavam. “Podia estar passando qualquer tipo de problema, ela sempre sabia como resolver, sempre sabia como se virar. Ela era realmente a nossa conselheira, uma pessoa que não deixava você ficar triste, não deixava você ficar de baixo astral. Ela sempre me levantava. Nos piores e nos melhores momentos, ela esteve do meu lado”, informou. Ainda segundo Gabriela, a amiga era muito resiliente e calma. “Ela era luz, paz, mansidão”, finalizou. Thalita Danielle Hoshino sofreu traumatismo craniano após ser atropelada por charrete em praia de Itanhaém, SP Reprodução VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos
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